Buscar

Ana Sofia da Silva Amorim


Nome completo: Ana Sofia da Silva Amorim

Idade: 23

Número de 'amigos' no Facebook: 110

Quais os teus principais interesses? Viajar encontra-se, sem dúvida, no topo daqueles que são os meus principais interesses. Motiva-me a possibilidade de conhecer novos destinos e contactar pessoalmente com a sua cultura e património locais.

Formação académica (curso, ano, universidade): Sou licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e frequento o segundo ano do Mestrado em História e Património, Ramo de Mediação Patrimonial, na mesma instituição. Em simultâneo frequento o último ano da Licenciatura em Turismo no Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo (ISCET).

Porque escolheste este curso? Vocação ou mercado?

A opção de me licenciar em História e prosseguir os estudos nessa área foi puramente vocacional. A escolha de fazer uma segunda licenciatura na área do Turismo teve já em consideração uma perspetiva de mercado. Sem me afastar daquela que é a minha área de formação base procurei conjugar aqueles que são os paradigmas atuais da História e do Património e os desafios que agora enfrentam com o seu crescente aproveitamento e dinamização turísticos.

Preocupa-te mais a ideia de conseguir um emprego estável ou uma boa experiência profissional, mesmo que temporária?

Na fase inicial em que me encontro, e na qual procuro dar início à minha vida profissional a par da finalização da minha formação, considero que boas experiências profissionais são importantes, talvez mais do que a estabilidade. Estas permitem ganhar experiência ao nível de várias áreas e participar em diferentes projetos que, eventualmente contribuirão para traçar um percurso coeso rumo àquela que é a área de atividade que mais me satisfaz profissionalmente.

Gostavas de ter um ‘emprego para a vida’?

Gostava de poder trabalhar continuamente naquela que é a minha área de eleição e na qual me formei, ou seja, a História e o Património. Isto não significa que pretenda desenvolver rotineiramente as mesmas atividades, sempre associada a uma mesma entidade. Na verdade, a possibilidade de integrar projetos variados, que proporcionem experiências distintas é muito mais aliciante.

Interessa-te também o passado ou pensas mais no futuro?

Sendo formada em História o passado é um elemento sempre presente (curioso como o passado é também presente) na minha vida pessoal e profissional. Mas mais do que preferir um em detrimento do outro, diria que me cativam as formas de interação entre o passado e o presente e o modo como se condicionam mutuamente e refletem no futuro.

O que representa para ti o património cultural? Qual a primeira ideia que te vem à cabeça?

O Património Cultural são todos os objetos arquitetónicos, de escultura e pintura que comportam um valor excecional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico. Esta é a definição oficial mas património é mais do que isso. O seu valor ultrapassa a barreira do material e remete para valores subjetivos e intangíveis que lhe atribuímos. O valor intrínseco do objeto é desconsiderado em benefício do valor individual e social que lhe é atribuído. O conceito de património é, por um lado, uma noção inteiramente pessoal e, por outro, uma combinação de identidade nacional e histórica. Ambas as perspetivas têm em comum o sentimento de segurança e de pertença. Património é, em última instância, tudo aquilo com que nos identificamos e queremos preservar.

Qual foi a tua última experiência cultural? Foi patrimonial (museu, monumento, exposição…) ou simplesmente lúdica… (Sudoeste, Optimus alive, Rock in Rio…)?

A visita ao Museu do Magritte em Bruxelas foi o highlight cultural mais recente mas, na realidade, as experiências culturais são uma constante diária e estão presentes no quotidiano de todos. As atividades diárias mais banais suportam uma carga cultural que frequentemente nos passa despercebida mas não deixam de ser uma representação daquela que é a nossa cultura e, portanto, uma experiência cultural por si só.

O que é para ti visitar um monumento, um museu, uma cidade histórica?

Visitar um monumento, um museu ou uma cidade antiga é, por vezes, o concretizar de um sonho antigo, finalmente o momento de ver algo de que já ouvimos tantas vezes falar e que já vimos outras tantas em livros, umas horas bem passadas, um momento de aprendizagem mas também de relembrança de algo que já nos ensinaram e entretanto esquecemos.

Qual é o teu tipo de consumo cultural?

O meu consumo cultural mais quotidiano é feito através da leitura, da música e do cinema. Com frequência procuro seminários e colóquios relacionados com a minha área de formação, visito exposições e vou a concertos. Por vezes, gosto de ser simplesmente turista e visitar monumentos, museus, passear pelo centro histórico e provar a gastronomia local.

Artesanato, artes tradicionais, saberes, costumes…diz-te alguma coisa?

Todos eles são produtos culturais e comportam uma forte carga imaterial. Estão relacionados com valores etnológicos e são cada vez mais entendidos como património graças à crescente sensibilização para a existência de um património intangível.

O Património é uma área que te interesse para uma futura carreira profissional? Já pensaste nisso, em que campo?

Sem dúvida. Aliás, a formação académica que tenho vindo a reunir tem o objetivo de me dotar das ferramentas necessárias para trabalhar nesse campo. A mediação patrimonial é a área que mais me cativa. A mediação propõe uma nova forma de conceber a comunicação. Sob uma perspetiva cultural, pode ser entendida como um processo cujo objetivo é promover a aproximação entre os indivíduos e as obras de cultura, maximizando o acesso às produções culturais.

Faz sentido para ti, uma segunda licenciatura, especialização ou formação específica nesta área (restauro, gestão cultural, etc.)?

No sentido de continuar a minha formação nesta área gostaria de aperfeiçoar a minha formação ao nível da gestão de projetos, direcionada para o âmbito cultural.

Sabes o que faz um conservador-restaurador, um arqueólogo, um historiador da arte? Já visitaste uma escavação, uma obra de restauro ou acompanhaste um projecto cultural? Tens curiosidade?

Sem dúvida é uma área que me desperta muita curiosidade. A gestão e preservação do património são áreas fascinantes. No âmbito da minha formação tive a oportunidade de contactar com essas profissões e pude compreender a complexidade das estratégias que visam a preservação de um acervo patrimonial e os desafios inerentes à gestão do património. Agora, através de ações de voluntariado e do estágio que estou a realizar, acompanho de perto e participo em projetos culturais.

Tens 1 hora livre, 10 euros e estás num bonita cidade mediterrânica: um passeio, um gelado ou um monumento?

Um passeio e um gelado, em simultâneo, parece ser um ótimo plano, especialmente porque um passeio numa cidade mediterrânea pode ser, por si só, um momento cultural.

As sugestões de Ana Sofia Amorim:

Livros:

"The Past is a Foreign Country" de D. Lowenthal;

"Patrimónios e identidades – ficções contemporâneas" de Elsa Peralta e Marta Anico (organizadoras);

"Inglaterra, Inglaterra" de Julian Barnes (levanta questões curiosas sobre a manipulação do passado e do património).

Sítios e blogues:

No mundo dos museus – dedicado especialmente à museologia (http://nomundodosmuseus.hypotheses.org/);

PPorto dos Museus - uma plataforma de informação sobre o Património Cultural e as Indústrias Criativas (http://www.pportodosmuseus.pt/?page_id=8794);

All things Europe – coletânia de fotografias de vários locais da Europa (http://allthingseurope.tumblr.com/).

#HERITAGEPEOPLE #GERAÇÃOY #EMPREENDORISMO

BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

1/16

Conteúdos redigidos de acordo com a antiga ortografia, excepto no caso de artigos de autor, nos quais este/a é livre de optar.