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PARA OS PRÓXIMOS 10 ANOS



Depois da criação, em 2012, da plataforma de comunicação da área – a patrimonio.pt; em 2013, da feira do sector – AR&PA – Bienal Ibérica do Património Cultural; em 2020, do importante Estudo Património Cultural em Portugal: Avaliação do Valor Económico e Social; e, finalmente, em 2022, dos Dias Abertos e da Bienal de Artes & Ofícios | Novo Design, a pretexto dos primeiros 10 anos de vida da patrimonio.pt, a Spira empreendeu a edição da Monografia “Os próximos 10 anos do Património Cultural em Portugal: Tendências”, juntando Augusto Mateus, António Lamas, Guta Moura Guedes, Paulo Pires do Vale, Joana Sousa Monteiro, Sónia Talhé Azambuja, Lino Tavares Dias, José Luís Neto, Rosário Correia Machado e Luís Pereira na reflexão sobre 10 temáticas do Património Cultural perspectivadas a uma década.


Pode um país com as características de Portugal – tanto do ponto de vista geográfico, como social, como económico – permitir-se não considerar de forma estratégica um recurso endógeno como o Património Cultural?


Pode este país gerir este recurso de forma eminentemente re-activa, sem pensamento prospectivo, e sem ser a uma escala temporal proporcional à perenidade do recurso em si mesmo?


Pode, ao ano de 2023, Portugal continuar a não deter uma Estratégia Nacional de Património Cultural, agregadora de todas as suas valências e actores?


Os últimos 10 anos foram marcados por avanços consideráveis no campo do Património Cultural no nosso país: as novas dinâmicas turísticas evidenciaram o valor económico deste recurso e a pandemia, ironicamente, aproximou os portugueses destas infraestruturas plenas de beleza, perenidade e significado.


Acresce que os próximos 10 anos serão os anos do Plano de Recuperação e Resiliência e do novo quadro comunitário de apoio: a abundância de meios e o curto período temporal para o aplicar eleva o desafio da próxima década a níveis dificilmente antes conhecidos no sector.


Contudo, se é evidente o reconhecimento crescente do potencial contributo deste recurso endógeno do nosso país para a criação de mais valor económico, há ainda uma clara ausência tanto de uma visão sistémica, incluso social, relativamente ao valor potencialmente gerado, como de uma estratégia nacional consequente e agregadora de todos os agentes e de todas as valências deste activo singular: para que o cumprimento de todo o potencial não somente económico, mas igualmente social deste bem se concretize na sua plenitude, é necessário pensar de forma estratégica, agrupando os conhecimentos de diferentes áreas de saber e definindo uma linha orientadora de actuação a longo prazo.


Ocasião decisiva para, novamente com o apoio da Fundação Millennium bcp, a Spira promover nova reflexão estratégica, agora lançando o convite a 10 especialistas com experiências profissionais múltiplas tanto em áreas de actuação, como em idade, em formação, em natureza institucional e, eventualmente, em orientações políticas – partilhando a sua visão a uma década relativamente a este activo estruturante do nosso país: economia do património, gestão patrimonial, educação patrimonial, formação, o papel dos museus, o património arqueológico, a interdisciplinaridade com a arquitectura e o design, o património paisagístico, os projectos de desenvolvimento local de base patrimonial e a conservação & restauro perfazem o conjunto de reflexões compiladas nesta Monografia.


Lançada no Museu de Lisboa, no passado dia 30 de Março, na presença de inúmeros representantes das principais instituições actuantes no sector, a Monografia será ainda lançada no Porto, na Católica Porto Business School e na Horta, no Museu da Horta, procurando-se desta forma disseminar as importantes reflexões e considerações compiladas na obra.


Depois destes lançamentos, a Monografia será disponibilizada gratuitamente na sua versão digital no site da Spira. A mesma, no seu formato físico, poderá ser adquirida por encomenda através do e-mail patrimonio.pt@spira.pt, e respectivo pagamento MB Way (19,00 euros), ou presencialmente no Museu de Lisboa.


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