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Vera Passos


Nome completo: Vera Inês Figueiredo Passos

Idade: 24 anos

Redes sociais que utilizas: Facebook, Instagram, Linkedin,

Quais os teus principais interesses? História, Património, Cultura, Gestão e Programação cultural

Formação académica (curso, ano, universidade): Licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (2013-2017) Mestrado em Património Cultural e Museologia- Gestão e Programação (2017- até ao presente)

Porque escolheste esse curso? Vocação ou mercado?

Vocação! Desde o início do meu secundário que a História fazia parte dos meus planos para o futuro, e assim foi. Tanto que, na altura da minha candidatura à faculdade, sempre que me perguntavam qual seria o curso que queria seguir a minha resposta era sem dúvida o curso de História. Lembro-me de me incutirem a ideia que seria uma área que não haveria de dar muitos frutos profissionalmente e que seria uma mais valia cursar noutro com mais perspetivas profissionais. No entanto, nunca deixei que me influenciassem nesse sentido. Segui sempre os meus ideais, e hoje, quase ao fim de um ano, terminei a minha licenciatura. No fim, senti-me orgulhosa no curso que tirei. Segui o meu coração e sou feliz com a minha escolha.

Terminada a Licenciatura pensei que completar com um Mestrado seria uma mais valia. Momentaneamente, frequento o mestrado em Património Cultural e Museologia na vertente de Gestão e Programação, e não podia estar mais satisfeita com a minha escolha. Prestes acabar o primeiro ano, o balanço é positivo e promissor.

Qual a tua experiência profissional até agora?

Nenhuma, até hoje sempre estive focada nos meus estudos.

Qual o teu ponto de vista sobre a empregabilidade em Portugal nas áreas do Património / Cultura?

O Património/ Cultural tem sido uma área que tido uma grande oferta/procura. Acredito que, futuramente, será uma área que poderá ganhar mais consumidores e, consequentemente, mais empregabilidade no ramo. Prova disso são os turistas que procuram Portugal para conhecer o nosso património. É a comunidade que consome grande parte dos eventos culturais; que se preocupa com o “Bem”, seja ele material ou imaterial. Portanto, pessoas que, como eu estudam o Património e a Cultura, perspetivam carreiras profissionais na área que está em crescente desenvolvimento.

Preocupa-te mais a ideia de conseguir um emprego estável ou uma boa experiência profissional, mesmo que temporária?

Uma boa experiência profissional, sem dúvida.

Apesar de frequentar um mestrado, no final, será sempre uma mais valia ter uma boa experiência profissional, ainda que temporária. A experiência profissional vai permitir desenvolver e aplicar tudo o que aprendemos durante o curso seja na área de formação ou não. Vamos conhecer pessoas que nos poderão ensinar mais, aprender mais e assim expor as nossas potencialidades. No final, a nossa experiência profissional pode conduzir a um emprego, pois criámos um leque de caraterísticas para suprir uma boa oportunidade de trabalho.

Gostavas de ter um ‘emprego para a vida’?

Uma pergunta muito difícil, mas creio que não. Acho que temos de ser capazes de nos ultrapassar enquanto profissionais. Temos de ambicionar mais, aprender mais, saber mais, “porque o saber não ocupa lugar”. Não adianta termos um emprego estável e para a vida, se não soubermos que podemos ir mais além. Que podemos estar a perder uma oportunidade única para o nosso autoconhecimento. Creio que durante a vida nos vamos conhecendo melhor e descobrir coisas que nunca pensámos em fazer. A rotina não é o melhor caminho. Temos de ter a capacidade de enfrentar novos desafios e alcançar novas metas. Este é o caminho para a felicidade e consequentemente, para o sucesso.

Uma frase que me inspira neste sentido de carreira profissional é “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás de trabalhar nem um dia na tua vida” (Confúcio)

O que representa para ti o património cultural? Qual a primeira ideia que te vem à cabeça?

O património cultural é o que nos define enquanto individuo, enquanto comunidade, e enquanto ser humano. É o “ADN” do ser humano enquanto parte identitária do seu “eu”. Podemos ou não compatibilizar com a sua perspetiva, no entanto há que saber respeitá-lo e valorizá-lo.

Consomes eventos culturais? Com que regularidade? Que tipo de eventos?

Feiras Medievais. Feiras artesanais. Conferências. Feira do Livro. Noites de Fado. Etc etc

O que é para ti visitar um monumento, um museu, uma cidade histórica?

No momento que me proponho a visitar um centro de cultura o objetivo final da minha experiência é enriquecer o meu espírito cultural como cidadã num mundo tão colossal. Há sempre fatos novos para conhecer e experienciar, há sempre um pormenor que nos tínhamos esquecido e voltamos a relembrar. O mundo é tao vasto que é impossível preenchermo-nos culturalmente. Há tanto por descobrir, para saber, para experienciar…

A interculturalidade é fulcral na construção do nosso “eu”. Só respeitando “o outro” é que nos podemos respeitar a nós próprios.

Perante um monumento ou uma cidade histórica nós somos as “pedras vivas” que sustentam as “pedras mortas”, o público é o responsável por fazê-lo renascer.

Compras alguma publicação relacionada com o Património / Cultura? Se sim, qual?

Não.

Artesanato, artes tradicionais, saberes, costumes… Tens algum interesse por experiencias relacionadas com este tipo de actividades?

Sim, os saberes e os costumes de outras comunidades é o que mais me cativa.

Faria sentido para ti uma segunda licenciatura, especialização ou formação específica na área do património cultural? (restauro, gestão cultural, etc.)?

Gostaria de tirar um pós-graduação em política cultural autárquica.

Já visitaste uma escavação, uma obra de restauro ou acompanhaste um projecto cultural? Tens curiosidade?

Não, mas gostaria.

Tens 1 hora livre, 10 euros e estás num bonita cidade mediterrânica: um passeio ao ar livre, um gelado ou a visita a um monumento?

Porque não três em um?

Podemos sempre visitar um monumento, contemplá-lo exteriormente ao mesmo tempo que disfrutamos de um gelado.

*Esta entrevista foi escrita de acordo com o Novo Acordo Ortográfico.


BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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