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Magusto


O filólogo, arqueólogo e etnógrafo português José Leite de Vasconcelos (1858-1941) considerava o Magusto como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos mortos.


Refere ele que, em algumas localidades, era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babadas dos defuntos”.

(Opúsculos Etnologia — volume VII, Lisboa, Imprensa Nacional, 1938)


Imagem: Natureza morta com castanhas e frutos, Vincent van Gogh (atribuído), 1886

BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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