BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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A actualidade do património cultural em Portugal

Um projecto

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Ângela Ferreira e Fernando José Pereira no Museu Internacional de Escultura Contemporânea


Encontra-se patente no Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso, a exposição "CONTRATO (A TEMPO INDETERMINADO)" com obras de Ângela Ferreira e Fernando José Pereira.

O Tempo parece hoje querer fugir-nos das mãos, de tal forma se tem comprimido. Até ao nível da instantaneidade. E, isso, obviamente, provoca alterações que interferem connosco. Tudo se tornou, de repente, efémero. As amizades quase virtuais, os contratos de trabalho a tempo certo…precários, as capacidades de parar, de reflectir, de pensar, relegadas para uma espécie de categoria obsolescente. Este pode ser um (entre muitos) retrato do nosso real. A exposição que agora se apresenta quer ter esse contacto íntimo com a realidade e, por isso mesmo, não abdica de a confrontar directamente. Não para fornecer respostas, antes para o questionar, da forma peculiar que a arte o sabe fazer. Entre a escultura povoada por imagens e as imagens (vídeo) povoadas por elementos escultóricos se fazem os trabalhos apresentados por Fernando José Pereira e Ângela Ferreira.

Fernando José Pereira nasceu no Porto, em 1961, onde vive e trabalha.

Artista plástico, utiliza múltiplas formas de expressão na criação das suas obras. Estudou Artes Plásticas – Pintura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1987) e completou o Doutoramento em Belas Artes na Faculdade de Belas Artes de Pontevedra – Universidade de Vigo, Espanha (2002).

Actualmente, é docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e expões regularmente em museus, galerias e outros espaços.

Ângela Ferreira nasceu em Maputo, antiga Lourenço Marques, Moçambique, em 1958. Viveu na Cidade do Cabo no período pós-Guerra Colonial, no tempo em que o apartheid ainda vigorava na África do Sul. Após esse período, deslocou-se para Lisboa, onde reside e trabalha. Licenciou-se em escultura e obteve o seu Master of Fine Arts (MFA) na Michaelis School of Fine Arts, na Universidade da Cidade do Cabo, sendo doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

O trabalho de Ângela Ferreira desenvolve-se em torno do impacto do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea. Estas investigações são guiadas por uma pesquisa profunda e pelo filtrar de ideias que conduzem a formas concisas, depuradas e evocativas.

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