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Apresentação do Estudo “Património Cultural em Portugal: Avaliação do Valor Económico e Social”


O Auditório da Fundação Millennium bcp vai receber no dia 18 de Abril, pelas 11h, a apresentação do estudo “Património Cultural em Portugal: Avaliação do Valor Económico e Social”, um projecto da NOVA SBE e da Spira - revitalização patrimonial e com o apoio exclusivo da Fundação Millennium bcp.

O projecto conta ainda com o Observatório do Património como parceiro e com o apoio da Portugal Heritage.

O Estudo pioneiro sobre o sector do património cultural pretende aferir o seu valor económico, o seu entrosamento com outras dimensões da economia, o seu papel na internacionalização da mesma, o seu potencial de crescimento, bem como as medidas necessárias para que esse identificado potencial se cumpra, partindo da premissa de que o património cultural deve ser parte integrante da agenda económica e do futuro do país.

O património cultural representa hoje a maior fatia do orçamento do Estado para o sector da Cultura. Esta importância deve-se, por um lado, ao seu papel insubstituível enquanto instrumento de afirmação da identidade e da cultura do país e, por outro, ao facto de Portugal ser um país com um passado histórico excepcional que se reflecte, naturalmente, num património notável e de grande valor e diversidade.

Historicamente, a defesa e salvaguarda do património cultural - aqui entendido como o conjunto dos bens culturais móveis (património museológico), imóveis (património arquitectónico, arqueológico e paisagístico) e intangíveis (património imaterial) - coube sempre ao Estado Central. De forma progressivamente mais alargada, o Estado procurou diferentes fórmulas institucionais para assegurar um maior conhecimento e fruição do património português, bem como a sua eficiente conservação e valorização. Porém, fruto de um alargamento conceptual (e civilizacional) que ampliou o conceito de património e, consequentemente, o universo de referência a proteger, esta responsabilidade tornou-se um pesado fardo económico e institucional. O mecenato cultural, que poderia surgir como uma forma de ultrapassar contingências financeiras pontuais ou crónicas, continua a ser incipiente em Portugal, fruto de uma legislação complexa e um sistema fiscal pouco inovador nesta matéria. A alternativa reside, assim, em novas formas de gestão patrimonial dentro da esfera pública (nomeadamente, no âmbito do sector empresarial do Estado) ou abertas a parcerias com a sociedade civil e o sector privado, como acontece noutros países europeus.

Paralelamente, a importância que a própria sociedade atribui ao património cultural tem vindo a alterar-se. Ao seu valor identitário, acresce hoje o seu valor económico e social enquanto recurso territorial gerador de fortes contributos para as economias locais e regionais, nomeadamente, no contexto do turismo cultural. Contudo, se este reconhecimento já entrou no discurso político, são ainda escassos os estudos de impacto económico e social ou o tratamento estatístico aplicado ao património cultural que o comprovem. Aproveitando este desenvolvimento recente, tem-se vindo a afirmar uma fileira económica ancorada neste tipo de recursos endógenos, promovidos por agentes privados, das empresas de conservação e restauro às rotas culturais, da tecnologia aplicada ao património aos promotores turísticos, da hotelaria à restauração, transportes, etc.

Perante a tendência evidente de estruturação do sector, abordagem estratégica e ganho de escala e amplitude de representação e actuação de agentes, importa, por um lado, analisar o momento em que nos encontramos do ponto de vista de organização do sistema da gestão patrimonial confrontando essa análise com a leitura de casos internacionais de destaque; assim como importa aferir economicamente o valor deste recurso endógeno transversal ao território do nosso país. O cruzamento destes dados permitir-nos-á identificar modelos de gestão, linhas de actuação, prioridades, critérios, isto é, uma estratégia de longo prazo para o melhor retorno, sustentabilidade e partilha do património cultural de Portugal.

A sessão contará com intervenções de Fernando Nogueira, presidente da Fundação Millennium bcp, Catarina Valença Gonçalves, Directora-geral da Spira e José Tavares, Professor Catedrático da Nova SBE.

No final do evento será servido um beberete.

Viste o site para conhecer mais acerca deste projecto.

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BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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