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OPINIÃO

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A actualidade do património cultural em Portugal

Um projecto

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Assinado protocolo para tornar o património mais acessível


No dia 27 de Março, foram celebrados protocolos entre o Turismo de Portugal e nove empresas e entidades públicas com o objectivo de tornar nove monumentos e atracções nacionais mais acessíveis, tornando Portugal o "destino mais inclusivo e acessível do mundo", declarou a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, ao Público.

Para os 11 projectos em causa, o investimento será de 2,1 milhões de euros, sendo que o Governo entra, para já, com 1,7 milhões de euros.

A Linha de Apoio ao Turismo Acessível tem já 69 projectos aprovados (concorreram 261), que vão envolver um investimentos de 8,5 milhões de euros.

O maior apoio, de 770 mil euros, vai ser entregue à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), que avançou com um plano para obras no Mosteiro da Batalha para tornar o Claustro de D. Afonso V mais acessível. Também o Convento de Cristo, em Tomar, será alvo de intervenções com a relocalização da recepção/bilheteira e com a definição de percursos de visita acessíveis. Já no Palácio Nacional de Mafra, será instalado um elevador para aceder aos três pisos e instalada uma plataforma elevatória para aceder à basílica.

Na Batalha, Tomar, Alcobaça, Coimbra (Museu Nacional Machado de Castro) e Mafra, pretende-se tornar a comunicação mais acessível, recorrendo a maquetes, réplicas e sinalética (legendas em braille, guias no chão, setas direccionais) que lhes facilite a visita.

Em Lisboa, a EGEAC - empresa municipal responsável pela gestão de vários equipamentos culturais da cidade - vai melhorar as acessibilidades no Castelo de São Jorge e no Cinema São Jorge. Já na Tapada de Mafra, a viagem de comboio passará a ser possível a quem se desloque de cadeira de rodas.

Para quem percorre os Caminhos de Santiago, a agência de viagens Capacitur quer organizar programas adequados às necessidades e capacidades de cada pessoa, havendo a ambiçao de estender depois o mesmo serviço à Via Algarviana e à Rota Vicentina.

Ainda do lado dos privados, o grupo Vila Galé vai tornar 17 quartos acessíveis em três hotéis no Porto (Vila Galé Porto, sete quartos), Lisboa (Vila Galé Opera em Lisboa, cinco quartos) e Vilamoura (Vila Galé Ampálius, cinco quartos). A par destas intervenções, cada hotel passará a ter um quarto antialérgico, uma carta de restaurante e directório de serviços em braille, o staff receberá formação sobre atendimento inclusivo.

A agência de viagens Tourismforall vai comprar um autocarro com 53 lugares, que pode transportar até dez pessoas em cadeiras de rodas, direccionado a grupos de pessoas com necessidades específicas.

Algumas destas intervenções já estão em curso e a maioria deverá ser concluída ainda este ano.

Fonte: Público.

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