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Fóssil “Crânio da Aroeira” é entregue hoje ao Museu Nacional de Arqueologia


O mais antigo fóssil humano encontrado até hoje em Portugal, o “Crânio da Aroeira”, é entregue hoje, 16 de Janeiro, ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, por João Zilhão, arqueólogo responsável pelas escavações na gruta da Aroeira, no complexo arqueológico do Almonda, em Torres Novas, que a 14 de Julho de 2014, encontraram este crânio humano com 400 mil anos. Este foi o primeiro fóssil humano da altura média do Pleistoceno, que cobre o período desde há 2,5 milhões de anos até há 11,5 mil anos, encontrado num local tão ocidental da Europa. O achado arqueológico foi posteriormente estudado e restaurado num laboratório misto da Universidade Complutense de Madrid, e do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), por uma equipa internacional liderada por Juan Luis Arsuaga, reconhecido especialista em evolução Humana no período envolvido, que estará a acompanhar o simbólico momento da entrega ao MNA.

O fóssil integrará uma exposição acerca da Evolução Humana a partir de achados realizados em Portugal, prevista para o segundo semestre de 2018 para o MNA, que incluirá também a designada “criança do Lapedo”, achado ocorrido na região de Leiria em 1998 “Nessa mostra serão assim expostos ao público, pela primeira vez, os dois fósseis descobertos no nosso país que contribuíram de forma muito significativa para a revisão profunda do entendimento científico da Evolução Humana, nomeadamente no que respeita à origem e destino do Homem de Neandertal” pode ler-se no comunicado da DGPC.

Sob o comissariado científico de João Zilhão, a exposição irá documentar o contexto tecnológico, cultural e paleoambiental das populações humanas representadas — as que habitaram o território hoje português entre 500.000 e 10.000 antes do presente. Serão ainda exibidos restos fósseis mais fragmentários provenientes de outras jazidas, igualmente pertencentes ao acervo do MNA: Galeria da Cisterna (Torres Novas), Gruta da Oliveira (Torres Novas) e Gruta do Caldeirão (Tomar).

#ARQUEOLOGIA #MNA

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