A POESIA NÃO SERVE PARA NADA

[encontro]

Margarida Vale de Gato

Diogo Dória

Alexandre Sarrazola

20 Junho, 21h

Rua de Campo de Ourique, 169-171, Lisboa

 

Um actor e dois poetas juntam-se para dizer Poesia.

E, logo aqui, a definição peca.

Dois professores e um arqueólogo.

Uma mulher e dois homens.

Dos anos 70, dos anos 50.

É, de facto, indiferente. Importa mesmo é que vão dizer poesia. Toda menos a deles. De diferentes épocas, de todos os géneros, em verso, em prosa. E só tão simplesmente porque sim.

 

Junte-se, dia 20 de Junho, pelas 21h, a este encontro que não serve para nada sem ser para ouvir poesia.

Ao vivo, no Mundo Património em Campo de Ourique, Lisboa (mapa), e com emissão online em directo.

 

Veja o video aqui.

Foto: Margarida Araújo

MARGARIDA VALE DE GATO

Tradutora, professora e poeta, nasceu em Vendas Novas, em 1973, e vive e trabalha em Lisboa.

Publicou os livros de poesia Lançamento (Douda Correria, 2016), e Mulher ao Mar (Mariposa Azual, 2010), que teve uma edição aumentada em 2013 (Mulher ao Mar Retorna) e outra em 2018 (Mulher ao Mar e Grinalda). Em 2017 foi poeta convidada no festival International Poetry, de Roterdão, e a editora Azul Press publicou uma antologia sua em neerlandês, Tegenspelers. Além disso, foram traduzidos, em revistas, colectâneas e sites de divulgação, poemas seus para Alemão, Castelhano, Croata, Inglês e Italiano. Publicou contos em revistas e antologias nacionais e internacionais e escreveu para o teatro, com Rui Costa, a peça Desligar e Voltar a Ligar, editada em 2011 pela Culturgest.

Traduziu para o português, entre outros, Lewis Carroll, Christina Rossetti, Oscar Wilde, W. B. Yeats, Herman Melville, Henry James, George Sand, René Char, Henri Michaux e Nathalie Sarraute.

É professora e investigadora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), nas áreas de Estudos Norte-Americanos e Tradução Literária. Doutorou-se em 2008 com uma tese sobre a recepção de Edgar Allan Poe na lírica portuguesa da segunda metade do século XIX. Tem publicado obras ensaísticas dentro das suas áreas de especialidade como Edgar Allan Poe em Portugal (BNP, 2009), Translated Poe (co-organização com Emron Esplin, 2014), Nem Cá Nem Lá: Portugal e América do Norte Entre Escritas (co-organização, 2016), Thoreau em Portugal (BNP, co-organização, 2017).

DIOGO DÓRIA

Diogo Dória, actor e encenador, nasceu em Lisboa em 1953.

Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Filosofia. Estreou-se como actor em 1975, tendo trabalhado com encenadores como Osório Mateus, Filipe La Féria, Solveig NordlundMiguel GuilhermeJorge Silva Melo ou Luís Miguel Cintra. Com uma extensa filmografia, foi dirigido pelos realizadores José Fonseca e CostaVítor GonçalvesJoão Mário GriloJoão BotelhoJoão CanijoEdgar PêraJorge Silva MeloRaoul RuizWim Wenders.

Representou diversas personagens em filmes de Manoel de Oliveira, nomeadamente em Francisca (1981), Le Soulier de Satin (1985), Os Canibais (1988), Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), A Divina Comédia (1991), Vale Abraão (1993),  A Caixa (1994), Inquietude (1998), ou Espelho Mágico (2006).

Fundador e encenador do teatro A Cantina Velha.

ALEXANDRE SARRAZOLA

É colunista da patrimonio.pt desde 2018.

Licenciado em arqueologia (FLUL, 1996), pós graduado em Direito do Património (FDUL, 2016) e formado em Argumento Cinematográfico (CEM, 2004).

Trabalha desde 1996 na área do Património Cultural com vasta experiência em direcção e coordenação de projectos no sector privado. Integra o quadro da Clay-Arqueologia.

Publicou em 2018 o ensaio Arqueologia de Salvaguarda. Lei, Território e Desordem (Mazu Press).

É autor dos livros de poesia Thaumatrope (Averno, 2007), View-Master (Língua Morta, 2013), Fade Out (Imprensa Nacional Casa da Moeda: menção honrosa do Prémio Vasco Graça Moura/ INCM, Colecção Plural, 2016) e MACH (Mazu Press, 2020).

Como ficcionista publicou Neófitos, contos (Averno, 2014), Um quarto na Pensão Beziehungswahn, conto (Homem do Saco, 2014), Kinderszenen, contos (Companhia das Ilhas, 2015) Smalloch, romance (Companhia das Ilhas, 2018), Triq Gatto Murina, romance (Companhia das Ilhas, 2018) e Dilmun, romance (Mazu Press, 2019).

Colaborou com a RDP-Antena 2 em teatro radiofónico (Domingo), com a companhia Entrés de Jeux-Usina e com o Teatro Nacional de São João (Avercamp). Publicou as peças Domingo (edições moscaMorta, 2012), Retratinho de Guerra Junqueiro (edições moscaMorta, 2013) e adaptou para o palco O Som e a Fúria de William Faulkner (teatromosca, 2015).

Publicou regularmente ficção e poesia em antologias colectivas desde 2006 (Assírio e Alvim, Averno, Nova Delphi, Jornal Público, Língua Morta, Bíblia, Cão Celeste, 3X3 Marginal e Cidade Nua, Futuro).

É artista plástico, tendo exibido a exposição individual Barely Legal Portraits (Lx Factory-LerDevagar, 2020); preparando Childhood is a notion of geography [pintura] (Mundo Património/ Campo de Ourique, 2020); Dodge [vídeo e pintura] com Guida Casella (Lx Factory-LerDevagar, 2021).

BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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