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A Cal aérea, o Património e a Mexical


A CAL AÉREA e o PATRIMÓNIO coligam-se entre si em múltiplas vertentes!
 Os registos existentes transmitem-nos que existe CAL no Mundo desde os tempos Primordiais, sendo no entanto desconhecida a sua origem e a forma como foi descoberta. Possivelmente a origem da CAL estará associada à descoberta do Fogo, pois ao colocarem pedras em torno de fogueiras, as mesmas calcinavam transformando-se em cal. A chuva fazia com essa cal reagisse e se apagasse, em mistura com as cinzas da fogueira e as areias do chão, estando este processo certamente ligado ao surgimento das primeiras argamassas.
 Consta atualmente que foi utilizada praticamente por todas as civilizações existentes pelo mundo, utilizada em diferentes e distintos tipos de aplicações, tendo mais evidência na área construtiva. Gregos, Romanos, Celtas, Egípcios e muitas outras civilizações, construíram desde Muralhas, Pirâmides, Pontes, Castelos e muito mais, sendo a CAL o principal material destas construções.
Além de ser “possivelmente o principal” produto para o património, poderá ser também considerado Património pela sua história e origem!
Os métodos para produzir cal foram evoluindo ao longo dos tempos, as técnicas, o aparecimento de materiais e matérias combustíveis, os meios de transporte, a evolução industrial, permitiram que os processos de produção fossem cada vez mais evoluídos e consequente houvesse um aumento da sua produção, acompanhando as próprias necessidades de consumo.
Em simultâneo foi-se descobrindo que a CAL tem um papel de elevado valor em áreas muito além da Construção, desencadeando a necessidade de produções de escala elevada e características especificas em função do tipo de aplicação, existindo atualmente fornos com capacidade produtiva muito elevada de forma a responder às necessidades de consumos em atividades industriais.
A produção de Cal Aérea predomina na região centro do nosso País devido às características da matéria-prima existente, “pedra calcária rica em Carbonato de Cálcio”.


Quanto ao historial da MAXICAL, a sua origem remonta aos anos 1930, na zona de Fátima.
Em finais dos anos 70 construíram-se os primeiros fornos em tijolo burro, havendo aqui uma evolução bastante significativa pois permitiam que se fizessem várias produções sem ter de construir constantemente as paredes do forno. O aparecimento de equipamentos mecanizados “máquinas, tratores e outros”, as serraduras como combustível introduzidas mecanicamente para o interior do forno com o auxílio de ventiladores que ajudam a intensificar a combustão no seu interior, permitiram aumentar a capacidade produtiva de cal neste tipo de fornos.

A empresa MAXICAL é formada concretamente nos anos 80, herdando todo um conjunto de técnicas, mecanismos, fornos, conhecimentos existentes e continuando o desenvolvimento deste tipo de produção, focados essencialmente em produzir cal com elevado grau de qualidade com o intuito de se destacar no mercado da construção.

A qualidade da CAL da Maxical atingiu tal importância que em determinada altura foi reconhecida a nível Ibérico.
 O pique de crescimento da Maxical deu-se até aos finais dos anos 90.
A seleção rigorosa de matéria-prima, a produção em fornos artesanais e a seleção da cal pós cozedura foram desde sempre os pontos fulcrais que nos permitiram desde sempre colocar a qualidade nossa cal em destaque no mercado da construção, desde sempre o principal parceiro da Maxical.

Este tipo de produção em fornos artesanais foi desaparecendo, pela exigência de conhecimentos e técnicas necessárias ao seu desempenho. No entanto, a preocupação em manter a qualidade da CAL levou-nos a manter este tipo de produção até aos dias de hoje, sendo praticamente único no nosso País.

O nosso projeto atualmente consiste e tem como objetivo, manter este tipo de produção em forno artesanal, dá-lo a conhecer ao Mundo pelas técnicas e conhecimentos que temos de aplicar para o colocar em atividade e disponibilizar CAL de características exclusivas para o mercado da Construção, mais concretamente para as diversas vertentes ligadas ao Património.

* O texto foi escrito de acordo com o Novo Acordo Ortográfico.


BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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