A Comunicação como peça-chave na democratização do Património Cultural



Em 2020, no Inquérito às Práticas Culturais dos Portugueses, traçou-se o cenário actual do consumo cultural em Portugal, corroborando a vox populi: 93% dos inquiridos assumiram ter um baixo consumo de actividades culturais, onde se integra a baixa taxa de visitação de museus ou monumentos em Portugal por parte de habitantes nacionais.


Por outro lado, de acordo com o Estudo de Públicos de Museus Nacionais, de 2016, a principal fonte de informação da população portuguesa prévia à visita a Museus é a internet, sabendo-se igualmente, pelo Inquérito de 2020 anteriormente citado, que ler sites de notícias é a prática online mais frequente por parte dos cibernautas.


Isto é, temos poucos visitantes de museus e monumentos nacionais e estes poucos procuram na internet a informação prévia necessária às suas visitas; a procura de informação noticiosa em sites credíveis é a prática mais corrente dos cibernautas; e, ainda, 69% destes, nos últimos 12 meses, não procurou online informação sobre museus ou monumentos.


Há assim uma oportunidade de “casar” este veículo comunicacional utilizado por tantos e em valor absoluto pelos mais novos, o desejo de encontrar informação fidedigna e a imperiosidade de conquistar mais portugueses para o consumo do Património Cultural.


A existência de um espaço privilegiado de comunicação cultural e patrimonial, a nível nacional, de forma inclusiva e de acesso gratuito, contribuiria assim para um princípio Constitucional por tantos desconhecido: o direito de todo e qualquer cidadão em fruir do património herdado.


Foi com este propósito que a patrimonio.pt foi criada em 2012: um projecto de comunicação on-line na área do Património Cultural sustentado na evidência de se tratar de um sector estratégico com grande potencial de desenvolvimento em Portugal, procurando divulgar o que de melhor se faz e o que de mais relevante acontece na área à escala nacional, sem atender a fronteiras de tutela, de geografia ou de temática. No mesmo sentido, a patrimonio.pt procurou, desde a sua publicação, orientar-se para um público bem mais abrangente do que os profissionais ou interessados pelo sector, seguindo o mote de que o património é efectivamente um bem pertença de todos e de cada um dos cidadãos do país.


Esta abrangência da patrimonio.pt desde a sua origem só foi possível por resultar de um projecto de uma entidade centrada na aproximação das pessoas ao Património Cultural – a Spira - revitalização patrimonial - hoje, a empresa de referência no sector do Património Cultural -, sem condicionantes do foro de competências jurídicas ou administrativas relativamente ao objecto patrimonial e particularmente habilitada a ver Portugal inteiro, nomeadamente, todo o seu imenso interior - não fôra estar sediada desde sempre no actual 2º concelho mais pequeno em termos populacionais do país.


No ano em que celebra o seu 10º aniversário, a patrimonio.pt preparou um refreshing da sua plataforma com novas rubricas, novos autores e novos conteúdos no mesmo espaço de encontro, de informação, de debate e de reflexão sobre a actualidade do sector do Património Cultural e que tem vindo a animar desde 2012: no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, a plataforma apresenta-se com uma nova imagem e compromete-se a disponibilizar conteúdos inéditos em diferentes rubricas:


A rubrica Opinião vê reforçada a sua bolsa de colunistas com relevantes personalidades do sector como Clara Camacho, Helena Mendes Pereira, Gil Ferreira e Enrique Saiz, - este último, antigo Director Geral do Património Cultural em Castela & Leão por 15 anos. Estes profissionais vêm juntar-se aos outros 14 colunistas das áreas da conservação e restauro, mediação cultural, serviço educativo, arqueologia, história e museologia, que já integravam a plataforma, igualmente representativos das diferentes regiões do país.


Aposta-se na rubrica Heritage Kids para que Pais, Miúdos e Escolas possam conhecer atempadamente todas as actividades pedagógicas e lúdicas que acontecem à escala nacional no campo do Património Cultural e, desta forma, contribuir para uma banalização do consumo destes bens culturais.

Dar rosto ao grande mas desconhecido conjunto de profissionais que trabalham no sector, partilhando o seu percurso, os projectos mais relevantes e as experiências ou ensinamentos marcantes é o tema da rubrica Heritage People, que ambiciona inspirar os mais novos a seguir esta área de trabalho.

Espaço ainda para o Speakers Corner, dando voz aos leitores, sejam ou não da área do património, para partilhar opiniões e experiências fundamentadas e pertinentes na fruição do Património Cultural.

E, por fim, o regresso das entrevistas de fundo a personalidades do sector, procurando compreender fios condutores (ou a ausência deles) nas políticas patrimoniais nos últimos praticamente 50 anos de Democracia no nosso país. As entrevistas surgirão agora em formato podcast na rubrica Amplificador, acompanhando as tendências jornalísticas do presente.


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