BIENAL AR&PA 2019

OPINIÃO

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A actualidade do património cultural em Portugal

Um projecto

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Centro Português de Surrealismo em Vila Nova de Famalicão


O Centro Português de Surrealismo, em Vila Nova de Famalicão, foi inaugurado na passada sexta-feira, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abrindo portas com a exposição "O Surrealismo na Colecção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian", uma mostra que reúne 25 autores de 59 obras, como Mário Cesariny, João Moniz Pereira, Jorge Vieira ou José Francisco e que fica patente até dia 8 de Setembro. A mostra possibilita revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista da colecção Gulbenkian e regressar ao acontecimento plástico desse período, pretendendo estimular a investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade "São os principais nomes que fizeram parte do momento [surrealista em Portugal], é vasto, é sem dúvida um momento muito especial", explicou à Lusa do director artístico da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.

O Surrealismo foi um movimento artístico nascido em Paris na década de 1920, encabeçado por André Breton, e fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas do psicólogo Sigmund Freud, nas quais se baseava para defender o papel do inconsciente na actividade criativa e uma escrita automática como metodologia para a criação artística.

Em Portugal, as primeiras exposições acontecem nos anos 40, em 49, no entanto, havia artistas nacionais a trabalhar segundo linha estética surrealista anteriormente, já nos anos 30.

Instalado na Fundação Cupertino de Miranda, este novo espaço conta com uma área expositiva de mais de 4 mil metros quadrados preenchida por mais 100 obras que retratam a herança daquele movimento artístico em Portugal. Esta nova sala resulta do "diálogo" entre o arquitecto do edifício original, João Castelo Branco, e o arquitecto João Mendes, responsável pela obra de intervenção.

Para lá do novo espaço, com melhores condições museológicas para apresentação da colecção, as obras mudanças foram feitas – à entrada foi criada uma pequena livraria dedicada ao tema do surrealismo e o auditório ficou de cara lavada.

Mais informações aqui.

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